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sábado, 25 de setembro de 2010

sobreposição de roupas


A moda das ruas sempre serve como fonte de inspiração para o que acontece nas passarelas. Nessa temporada de frio, o jeito de se vestir característico de mendigos, bóia frias e até de adeptos do movimento grunge, popularizado nos anos 90, é utilizado como recurso para esquentar os looks de inverno. Vale vestido por cima de camisa e calça, saia por cima de legging e casaco sobre camisa mais camiseta.

Em um país com temperaturas tão diferentes entre as regiões e mesmo com mudanças climáticas bruscas no decorrer de um mesmo dia, a sobreposição é uma boa solução para encarar qualquer clima de norte a sul e o eterno sobe e desce de temperaturas. A jornalista Glória kalil dá uma boa definição, dizendo que podemos “descascar” os looks, segundo a temperatura.

A sobreposição de roupas não é nenhuma novidade, mas a maneira como ela vem sendo proposta nas passarelas nacionais, com inspirações variadas e superposição de peças inusitadas, dá o diferencial do inverno 2007.

Os vestidos de alça do verão podem ser reciclados em parceria com camisa e calça. O tubinho, que está sendo proposto com meias grossas para o inverno, pode ganhar a companhia de blusa de gola alta mais calça skinny. A sobreposição com calças e leggings, aliás, é uma ótima maneira de esquentar os comprimentos curtos da próxima estação.

Deixar as mangas à mostra é a ordem do dia. Casacos e macacões aparecem com mangas curtas, para deixar as peças de baixo à vista. A grife catarinense Colcci sobrepõe a blusa de manga comprida e a calça pantalona com casaco metalizado de mangas curtas. Os casacos em lã da marca Drosófila ganham comprimento e mangas menores, deixando aparecer as blusas e saias da composição. O macaquinho de alfaiataria cinza da marca ganha mangas curtas e as blusas de baixo aparecem, assim como no macacão jeans da carioca Cantão. Outro recurso para mostrar as várias peças sobrepostas é arregaçar as mangas das blusas e casacos.

Mas quando o frio chegar pra valer, vale jogar o vestido por cima da camisa e blusa de mangas longas, amarrar um casaco por cima de tudo e ainda esquentar as pernas com meias grossas.

Os estilistas buscaram influências na atitude prática de alguns trabalhadores e até no modo peculiar de se vestir de alguns povos para suas criações. Alexandre Herchcovitch fez uma pesquisa sobre as alternativas que os trabalhadores do campo usam para se proteger, trazendo para as passarelas muitas peças sobrepostas. “Se você rever meu trabalho, a sobreposição é um assunto muito presente. Agora entrou por causa do tema dos bóia frias, pois eles trabalham com essas sobreposições para se proteger. Eles sobrepõem uma roupa em cima de outra e criam aquela imagem que a gente vê em fotos”, diz o estilista.

A marca carioca Redley se inspirou no estilo dos pescadores, que sobrepõem casacos para se abrigar do frio e usam peças utilitárias para trabalhar. “Fizemos muitas sobreposições com capas e sobretudos. Aquela coisa de o pescador estar de short e ao mesmo tempo ter que jogar um casaco pra se proteger do vento, então não é suficiente e ele joga outro por cima. Por isso aparecem essas sobreposições”, comenta Renata Carvalho, da equipe de estilo da marca.

A estilista Andréa Saleto, da Permanente, criou peças com base nas formas das roupas e sobreposições de peças dos turcos, inspiração vinda da última viagem que fez ao país. Na passarela, o resultado são caftãs e camisões sobre calças soltas e curtas, trench-coats sobre vestido e casacos que vão por cima de blusa e bermuda.

As sobreposições são práticas e valem para todo mundo, mas é bom tomar cuidado com o volume das peças sobrepostas que, em excesso, podem aumentar as formas.

Para fazer uma bossa ou simplesmente se proteger, a sobreposição é uma velha nova maneira de dar sobrevida às peças que resistem dentro do guarda-roupa.

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sábado, 25 de setembro de 2010

sobreposição de roupas


A moda das ruas sempre serve como fonte de inspiração para o que acontece nas passarelas. Nessa temporada de frio, o jeito de se vestir característico de mendigos, bóia frias e até de adeptos do movimento grunge, popularizado nos anos 90, é utilizado como recurso para esquentar os looks de inverno. Vale vestido por cima de camisa e calça, saia por cima de legging e casaco sobre camisa mais camiseta.

Em um país com temperaturas tão diferentes entre as regiões e mesmo com mudanças climáticas bruscas no decorrer de um mesmo dia, a sobreposição é uma boa solução para encarar qualquer clima de norte a sul e o eterno sobe e desce de temperaturas. A jornalista Glória kalil dá uma boa definição, dizendo que podemos “descascar” os looks, segundo a temperatura.

A sobreposição de roupas não é nenhuma novidade, mas a maneira como ela vem sendo proposta nas passarelas nacionais, com inspirações variadas e superposição de peças inusitadas, dá o diferencial do inverno 2007.

Os vestidos de alça do verão podem ser reciclados em parceria com camisa e calça. O tubinho, que está sendo proposto com meias grossas para o inverno, pode ganhar a companhia de blusa de gola alta mais calça skinny. A sobreposição com calças e leggings, aliás, é uma ótima maneira de esquentar os comprimentos curtos da próxima estação.

Deixar as mangas à mostra é a ordem do dia. Casacos e macacões aparecem com mangas curtas, para deixar as peças de baixo à vista. A grife catarinense Colcci sobrepõe a blusa de manga comprida e a calça pantalona com casaco metalizado de mangas curtas. Os casacos em lã da marca Drosófila ganham comprimento e mangas menores, deixando aparecer as blusas e saias da composição. O macaquinho de alfaiataria cinza da marca ganha mangas curtas e as blusas de baixo aparecem, assim como no macacão jeans da carioca Cantão. Outro recurso para mostrar as várias peças sobrepostas é arregaçar as mangas das blusas e casacos.

Mas quando o frio chegar pra valer, vale jogar o vestido por cima da camisa e blusa de mangas longas, amarrar um casaco por cima de tudo e ainda esquentar as pernas com meias grossas.

Os estilistas buscaram influências na atitude prática de alguns trabalhadores e até no modo peculiar de se vestir de alguns povos para suas criações. Alexandre Herchcovitch fez uma pesquisa sobre as alternativas que os trabalhadores do campo usam para se proteger, trazendo para as passarelas muitas peças sobrepostas. “Se você rever meu trabalho, a sobreposição é um assunto muito presente. Agora entrou por causa do tema dos bóia frias, pois eles trabalham com essas sobreposições para se proteger. Eles sobrepõem uma roupa em cima de outra e criam aquela imagem que a gente vê em fotos”, diz o estilista.

A marca carioca Redley se inspirou no estilo dos pescadores, que sobrepõem casacos para se abrigar do frio e usam peças utilitárias para trabalhar. “Fizemos muitas sobreposições com capas e sobretudos. Aquela coisa de o pescador estar de short e ao mesmo tempo ter que jogar um casaco pra se proteger do vento, então não é suficiente e ele joga outro por cima. Por isso aparecem essas sobreposições”, comenta Renata Carvalho, da equipe de estilo da marca.

A estilista Andréa Saleto, da Permanente, criou peças com base nas formas das roupas e sobreposições de peças dos turcos, inspiração vinda da última viagem que fez ao país. Na passarela, o resultado são caftãs e camisões sobre calças soltas e curtas, trench-coats sobre vestido e casacos que vão por cima de blusa e bermuda.

As sobreposições são práticas e valem para todo mundo, mas é bom tomar cuidado com o volume das peças sobrepostas que, em excesso, podem aumentar as formas.

Para fazer uma bossa ou simplesmente se proteger, a sobreposição é uma velha nova maneira de dar sobrevida às peças que resistem dentro do guarda-roupa.

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